terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Quando você tem um time ruim e não tem dinheiro para se reforçar...

Este capacete terá sérios problemas para ser visto na post-season em 2018
Normalmente as equipes que terminam nas 10 ou 12 piores posições da temporada regular e que ficam na primeira parte do Draft do ano seguinte possuem espaço no Cap. Como todos sabem, o Miami Dolphins é o 11º na ordem do recrutamento deste ano. Por lógica, deveria ter grande espaço no CAP, certo? Bom, antes de mostrar onde realmente estamos, veja a lista dos 12 times com mais espaço no Salary Cap ( os Niners já estão com o CAP revisado após o contrato com Garapolo ):

Top 12 Salary Cap 2018

Notem que todos os times que estão na imagem acima tem mais de 40 milhões de espaço no CAP, com o que é possível melhorar o time. Times precisam de Cap para assinar com os rookies e com jogadores do Pratice Squad. E com valores altos e com o atrativo correto os times podem atrair os grandes jogadores da Free Agency. Notem que dos 12 times com mais espaço no Salary Cap temos 3 times que foram a post-season ( Rams, Titans e Vikings ), sendo que um deles esteve perto - vá lá que nem tanto assim - de jogar o Super Bowl em casa. Estes times nascem favoritos, desde já, a venceram suas divisões outra vez, porque tem times que se provaram fortes e tem espaço para reforçarem-se bastante. Vejam que o Miami não está ali... Antes de prosseguir, notem o Cap que tem o Texans, que estava bem quente na temporada quando o QB dele se machucara. Imaginem, por um instante, Deshaun Watson com Jarvis Landry no Slot e DeAndre Hopkins aberto do outro lado...

Agora analisemos os 10 times com pior situação de Cap:


Vou começar de baixo para cima e assim tiremos os Eagles da análise, uma vez que ele estão felizes da vida e terão grande escolhas a serem feitas, mas com um Lombardi na sala de troféus as críticas não devem ser pesadas. Os Chiefs são um time forte, trocaram o seu QB e praticamente não tem CAP. Cortes pesados serão feitos para resolver isso. Os Steelers, por sua vez, tem uma equipe para mim pronta para vencer um Super Bowl, mas o Cap mal dá para assinar com os rookies. Terá que fazer acertos e/ou trocar alguém. E ai aparecem os Dolphins... antes de falarmos na nossa precária situação, olhe bem para os outros seis times acima e diga, com muita sinceridade: dá ou não dá vontade chorar?? Os Ravens sempre estão na briga e venceram um Super Bowl em 2012. Os Falcons são frequentadores assíduos da post-season e foram o melhor time da temporada 2016. Os Patriots... bom, são os Patriots roubando e roubando sempre, mas vencem e seguem com 50% mais de Cap do que nós temos. Seahawks e Packers tem estrelas de QB e com poucos ajustes são apostas mais que seguras para Conternders Super Bowl. E tem os Jaguars, que com 2 reforços pontuais podem dar o passo a mais que faltou nesta temporada. 

Todos os times que estão entre os 10 times com menor CAP são melhores do que nós, seja porque possuem um All-Star como QB ou uma super defesa. Seja como for - e tem times que tem as duas coisas - nós somos um intruso nesta lista. Não temos ataque forte, nem um All-Star como QB e nossa defesa é nada perto da destes times ai. Em suma, temos o pior cenário possível para um franquia da NFL: ter um time péssimo, posição ruim no draft e pouco Salary Cap. Como contornar isso? Bom, cortando as perebas, assimilando o Cap Hit e tentando juntar forças para em 2019 fazer tudo certo na Free Agency e nos 2 Drafts ( este ano e no próximo ). Assim, com 2 Free Agency e 2 Drafts de remontagem do elenco, daria para sonhar em 2020 estarmos no Topo.

Como se faz isso? Bom, com certeza não é doando um RB como Ajayi e deixando um WR como Landry ir embora de graça, mantendo Tannehill e dando um contrato de all-star para um DE comum ( Branch ). O Contrato de Suh é assustador, mas ele rende em campo, então eu o manteria. Wake pode ser o tutor que Harris precisa e existe talento - pouco - na Secundária. Cortar Tannehill seria o indicado, mas tenho 100% de certeza de que não será feito. Draftar um outro QB no draft parece-me inevitável, mas igualmente pouco provável. Iremos escolher outro OL, com um risco imenso de ser um mega reach. O que nem seria surpresa...

Acreditem quando eu digo que será impossível ser competitivo em 2018. E isso não quer dizer que não possamos ir a post-season, mas se formos será igual em 2008 e 2016 para sermos surrados. Este elenco não tem peças para render como os Jaguars ou os Vikings. E muito menos como os Eagles. Aliás, se lembrarmos que em 2016 saímos da 7ª em troca de 2 jogadores meia-boca e que nesta troca eles se posicionaram para conseguirem Carson Wentz e de que no ano passado doamos um RB capaz de correr 1,5k de jardas por uma escolha de quarto round, não fica complicado entender quem levou o Lombardi e quem segue levando tromba!!!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fly Eagles Fly... e os Dolphins quando vencerão um Super Bowl???

Quando veremos este capacete num Super Bowl??
Passado o Super Bowl ( Fly Eagles, Fly!!! ), é hora de - mais uma vez - olharmos para a Free Agency. O assunto será terrível até o dia 13, quando abre o mercado. E temos a nossa novela da vez: Jarvis Landry. O que será feito com ele: TAG, Trade ou simplesmente deixá-lo sair? Seja qual for a escolha, o desgaste com o elenco já é imenso, porque muitos não engoliram a Trade de Ajayi ( entrem no Twitter e vejam as declarações de diversos jogadores para ele por ter vencido com os Eagles ) e se Landry sair, mesmo que trocado por 3 first picks, não vai acalmar o elenco. 

Eu, claro, aplicaria a TAG e jamais o trocaria. Talento é raro na NFL e ele é um talento raríssimo. Será caro renovar com ele por culpa da incompetência do nosso Front Office, que renovou com Stills e não com ele, a estrela da Cia. Só times losers fazem isso. Enquanto isso os Eagles tem 3 RBs de alto nível e 2 QBs muito bem cotados... e nós... bom, nós só temos uma certeza: que no ano que vem estaremos outra vez esperando por um  milagre... que nunca vem.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Hoje é o Super Bowl...

É hoje...
O Super Bowl 52 ( LII ) é hoje. E mais uma vez o veremos sem ver nosso time nele. Caminhamos para 4 décadas sem pisar os pés no grande jogo. Na Final da AFC não vamos desde 1991, quase 30 anos. É triste isso. E a cada ano que passa, a cada nova decepção ficamos com a sensação de que nunca mais voltaremos ao grande jogo. Um dos times que jogarão ele hoje, os Eagles, foram ao Super Bowl na década passada, caíram na mediocridade geral e voltaram a crescer e hoje tem um time com cara de campeão de Super Bowl. Eles eram uma piada 3 anos atrás, só para constar.

Com o elenco atual, como disse dias atrás, não temos a menor chance de ir até ao Super Bowl. Isso mesmo ZERO chances de jogarmos no grande jogo daqui a um ano. E não me venham falando que a Free Agency e o Draft resolverão estes problemas porque eu nunca mais cairei nesta. Nada avança em Miami, nada. As chances de termos um time competitivo passam por 2 ou 3 temporadas e isso se formos cirúrgicos. E nada vai fazer com que eu vire os olhos para os recorrentes erros do passado, que já estão até acontecendo neste momento em que eu escrevo.

Enquanto isso o Patriots está com 5 anéis de Super Bowl, todos eles depois da nossa última ida ao grande jogo. E com chances imensas de conquistar o SEXTO hoje, o que deixará este odiado ( e mau caráter ) rival com o triplo de nossas conquistas. E nada me faz crer que iremos reverter este ritmo.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Dolphins no Pro Bowl

Landry r Jones...
Houve um tempo em que no Pro Bowl mandávamos uma delegação. Hoje em dia quando muito mandamos 2, e mesmo assim porque um dele está lá como substituto. Que no do ano que vem tenhamos ao menos o dobro de jogadores.

Dolphins indo atrás de QB no Draft no primeiro round?

Povo se empolga mesmo...
Acreditem ou não, mas os Dolphins se encontraram com 2 QBs cotados para serem escolhidos no primeiro round durante o Senior Bowl, ocorrido ontem. Eu custo a acreditar nisto - é a primeira vez desde 2006 que isso acontece ( Tannehill nunca foi ao Sênior Bowl ). O time simplesmente vinha por mais de uma década ignorando os prospectos da posição. E em 2012 não entrevistou ninguém além de Tannehill, porque aquilo foi uma mera formalidade, o time já o escolhera.

Josh Allen, Wyoming, e Baker Mayfield, Oklahoma, foram entrevistados pelos nosso Scouts ( olheiros ). Ambos são cotados para saírem no Top Ten e, curiosamente, não devem sobrar para os Dolphins, mas é uma mudança interessante que nosso Front Office busque saber sobre os 2 além dos vídeos e resenhas que todos analisam. Conversar diretamente com um jogador permite perceber coisas que vídeos não mostram. Fui repórter esportivo por um tempo e cobria o Salgueiro Atlético Clube, time da cidade em que moro. E conversar com eles derruba mitos, levanta outros e é uma experiência única. 

Isso quer dizer que iremos draftar um dos 2? Creio que não. Este time acredita ainda Ryan Tannehill é o QB do futuro desta franquia, mas pode servir para colocar um dúvida nele, fazer com que ele dedique-se ainda mais e não se sinta extramente confortável. Acontece que é justamente para não fazer isso que nunca escolhemos outro QB no Draft até aqui. Só jogadores UDFA, que jamais virariam titulares.

Acredito que o time ache que eles possam cair e sobrar em nossa pick e ai o time não quer se pego desprevenido sobre o que esperar dos 2. Nem preciso dizer que eu vibraria com um outro QB em Miami, porque eu neste caso sou meio Judeu: ainda estou aguardando o retorno do Messias, enquanto os católicos entendem que ele já apareceu.. em tempo, eu sou católico.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O quanto estamos distantes de sermos um Jaguars, um Eagles ou um Vikings?

Nesta foto temos uma lenda, um all-star e... bom, uns outros jogadores comuns...
Eu não sei bem porque, mas uma quantidade de torcedores nos EUA e aqui no Brasil acham que podemos mirar no exemplo dos times que chegaram às finais de Conferência este ano sem ter um QB All-Star. Foram 3 times nesta condição: Jaguars ( Blake Bortles ), Eagles ( Nick Foles ) e Vikings ( Case Keenum ). O outro QB é um tal de Tom Brady...

Não, este post não tratará ( ou atacará/criticará ) Ryan Tannehill. Ele não será objeto de comparação com os outros 3 QBs, apenas direi que eles se parecem mais do que podem pensar. Mas isso, reitero, não será debatido aqui.

Existe um ponto em comum entre Eagles, Vikings e Jaguars: a defesa. Cada um a sua maneira, possui setores fortíssimos. Cada franquia montou setores que intimidam os adversários, com CBs, Safeties, LB e DL que podem vencer partidas. E é aqui onde tudo fica feio para nós. Quantas peças de alto nível temos na nossa atual defesa?

Cameron Wake é All-Star. Seria HOF se tivesse um anel de Super Bowl certamente, mas não deve ganhar um local em Canton. Ndamukong Suh é All-Star, mas seu histórico - e falta de sucesso - também devem privá-lo de uma vaga no HOF. Reshad Jones é um All-Star, mas também não vai virar um imortal. E paramos por aqui. Falei de 3 jogadores fora de série no setor e não citei um LB e CB. Olhe a defesa dos 3 times citados e todos terão, pelo menos, 5 jogadores alto nível. E Cameron Wake é veteraníssimo já...

Trocando em miúdos: o time precisa arrumar dois LBs e um CB ( ao menos ) de altíssimo nível para competir. Precisa também de um DC excelente ( Dick LeBeau está desempregado!!! ) e não do treinador de LBs de 2016. E não me venham falar de Raekwon McMillan porque mesmo que ele vem a tornar-se um All-Star, nunca deu um snap na NFL e está voltando de uma seríssima contusão.

Com ótimas Free Agency e Drafts, algo raríssimo em Miami, na temporada 2019 podemos ter uma defesa Top... mas ai Cameron Wake talvez não esteja mais atuando e Suh pode ter vazado... e voltaríamos a precisar de mais reforços... Mas este não é o único problema, porque se compararmos com as três equipes que chegaram agora às finais, faltariam ainda um OL boa/ótima, excelente jogo corrido, um TE ótimo e um plano de ataque que funcione.

Nossa OL é uma peneira. E para que vire boa, precisa de pelo menos 3 reforços, sendo que 2 deles precisam ser de alto nível. Nosso jogo corrido hoje resume-se a Kenyan Drake, que não tem capacidade e qualidade para comandar um backfield, no máximo para ser um reserva decente. Lembre-se que Eagles, Jaguars e Vikings possuem duplas que se complementam, com o s Eagles tendo um trio ( graças a idiotice de Gase em trocar/doar Jay Ajayi ). Nossos TEs, a tempos, não rendem bem. E precisamos de um de elite. Isso sem falar que corremos o sério risco de ficarmos sem o melhor jogador do ataque, Jarvis Landry. E o sistema de ataque de Adam Gase é uma piada.

Em resumo: para atingir o nível que Eagles, Vikings e Jaguars alcançaram ( sem contar o QB e os WRs, se Ladry vazar ) este time precisaria de 2 OLs, 1 TE, 1 RB, 2 LBs, 1 CB e 1 FS ( todos eles de elite ) para virar contender. Alguém ai acredita que pelo menos a metade apareça até 2020?? Porque eu não tenho esta esperança. O histórico recente e antigo da Franquia não me permite sonhar.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

É proibido ter talento em Miami...

Jarvis Landry está certo em ficar aborrecido...
Este texto será escrito em tom de desabafo, o que hoje em dia se chama de "full pistola". Irei escrevê-lo externando a minha mais profunda revolta com o que tem acontecido recentemente com o Miami Dolphins. Estejam avisados...

Imagine por um instante que você seja um recebedor da NFL e que tenha sido escolhido no meio do segundo round em 2014. E que seu colega na Universidade, que diz que você é melhor do que ele, tenha saído no primeiro round e seja uma estrela da NFL. Imagine que você jogue num time que tem o maior salário da NFL para um defensor ( que vai receber em 2018 a bagatela de 27 milhões ). E que o seu time tenha um QB que não é All-Star ( e que nunca será ) recebendo o mesmo que um tal de Aaron Rodgers. Para completar, está franquia renovou com o terceiro WR da equipe, um cara que só corre, antes de você que é a estrela do setor. Por fim, pense que você liderou a NFL em recepções, tem a maior marca de recepções da NFL nas primeiras quatro temporadas da carreira e que fez uma proposta de renovação em Dezembro e que o time não respondeu. Dito tudo isto, vem a pergunta: como você estaria se sentindo?

Pois é. Jarvis Landry é um dos poucos jogadores All-Star do elenco dos Dolphins. Time que vive em eterna reconstrução e que está vivendo outra agora. Além dele, o time Mike Pouncey ( Center ), Cameron Wake ( Defensive End ), Ndamukong Suh ( Defensive Tackle ) e Reshad Jones ( Strong Safety ). Destes, 2 vieram pela FA ( Wake e Suh ). Essa lista dá uma ideia de como escolhemos mal no Draft, mas também que mesmo quando diante de algum talento aleatório que apareça não damos valor a ele. As recentes saídas de Olivier Vernon e Lamar Miller, ambos escolhidos em midlle round em 2012, e a doação de Jay Ajayi mostra que talento é algo proibido em Miami. Aqui é lugar de pereba caro e que não joga.

Jarvis Landry jamais poderia ter jogado a temporada de 2017 sem contrato. Jamais. Nenhuma franquia decente teria dado um contrato monstra para um DE comum ( Branch ) e renovado com o terceiro WR do elenco ( Stills ) antes da sua estrela. Isso é coisa de gente imbecil. É, infelizmente, coisa de Miami Dolphins. O time que deu salário de All-Star a Ryan Tannehill se recusa agora a dar salário de estrela a alguém que é... uma estrela!!!! Assustador e repugnante.

O mais incrível nisso é o descaso. Landry não reclamou, não criticou e jogou como nunca. Dedicou-se em campo, matou-se para tentar levar o time a post-season em duas temporadas seguidas pela primeira vez desde 2001. Mas não tem apoio, não tem ajuda. Viu a equipe doar Ajayi e agora se vê sem uma proposta decente. Fontes apontam que o time quer menos tempo de contrato, menos valor garantido e menos valor total. E isso para um jogador que até hoje não perdeu um jogo sequer. 

Hoje, infelizmente, o mais provável é que ele só fique com uma Tag. E isso é idiota ao dobro, porque o time não quer pagar 14 milhões por ano - que ele vale - mas analisa pagar 16 milhões que será o valor da Tag. Tomara que desta vez usem a Non-Exclusive e não a Transicion, porque perdemos Lamar Miller de graça por causa disso. Em tempo, só usamos a Non-Exclusive Tag uma vez até hoje, em Paul Soliai. 

E assim, com este tipo de tratamento, é bem capaz que percamos outro talento. E fiquemos com as perebas. Enquanto isso, contratamos um novo OC e um Coach de OL dos... Bears!!!! Uma das piores franquias neste quesito, porque trabalharam com Adam Gase por lá. E assim vemos o que aconteceu com Tony Sparano ( que trouxe um monte de perebas de Dallas ) e o Joe Philbin ( que trouxe o ex-Coach dele em Green Bay ).

E isso está me deixando não apenas cansado, mas sim enojado... sim, enojado com tamanha incompetência demonstrada ano após ano em Miami. E eu não culpo Landry de nada. Eu também estaria puto ( na verdade, estou ) e iria querer atuar em outro lugar. Onde, pelo menos, tivesse um QB para lançar passes decentes para ele. Coisa que Miami nem tem e nem está preocupado em ter...

sábado, 13 de janeiro de 2018

Muitas dúvidas e praticamente nenhuma certeza em Miami...





Tenho lido o que posso sobre o que os Dolphins pretendem fazer antes, durante e depois da Free Agency e no antes, durante e depois do Draft. E os sinais não tem sido nada animadores, se querem saber. Primeiro não avançaram em nada as negociações por Jarvis Landry. Segundo que as informações dão conta de que o plano é contar com Tannehill 100% saudável e só. Nada de plano alternativo, o que é um erro sem medida.

Adam Gase, não escondo de ninguém, deveria ter sido demitido. Bobagem de gente idiota que só a continuidade de um trabalho trará resultados. Dá-se continuidade ao que é bom, ao que dá certo. Mantivemos Tony Sparano e Joe Philbin além do necessário baseado nesta máxima e o resultado foram - somados - 4 anos perdidos ( 2 de cada um ). Manter Adam Gase depois de NADA dar certo em 2017 é um erro padrão Dolphins de qualidade. Ele trouxe um QB aposentado para o time, doou o melhor jogador de ataque para os Eagles, Draftou péssimos jogadores e o ataque, onde ele seria o "pica das galáxias" é um dos 5 piores da Liga.

Não obstante tudo isso, ano passado ele promoveu o Coach de LBs - seguramente o pior setor do elenco - para Coordenador Defensivo. E mesmo com a defesa de queijo suíço que temos, ele vai seguir no cargo. E para piorar, trouxemos 2 Coachs do ataque dos Bears foram contratados. Ou seja, perspectivas de melhoras inexistem. Não enquanto ele for o Head Coach.

Cada vez mais fica claro que ele foi contratado não para melhorar o time, mas sim um jogador. E temo muito pela Free Agency e pelo Draft, pois é bem provável que mais uma vez não façamos o melhor para o time e sim o que melhor seja para um QB meia-boca que está voltando de uma seríssima contusão e que jamais atuou em alto nível na NFL.

Por isso as fotos, que quase todas viraram memes... porque certeza, só temos uma: iremos passar vergonha em 2018.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Qual o plano ideal caso Tannehill não volte bem aos gramados em 2018?

Gase garante o posto de intocável de Ryan Tannehill...
Ryan Tannehill. Este é o terceiro melhor QB da História do Miami Dolphins. Antes que alguém ache que eu estou ficando maluco, é apenas um fato que não tem qualquer importância. De 1966 até 1999 o Miami teve 4 QBs Starters, sendo que 2 deles estão no Hall da Fama: Bob Griese e um tal de Dan Marino. Depois de 1999, nenhum QB jogou mais do que 3 temporadas seguidas ( Jay Fiedler foi o único a jogar 3 temporadas ). Assim sendo, ao jogar 5 temporadas quase completas como Starter em todas elas, numa franquia com esta lista de QBs ser o terceiro melhor não é nada demais. Adiante...

Ele tem mais partidas como Starter, mais TDs e até mesmo mais vitórias do que os outros QBs do time, fora Griese e Marino. Mas isso não o coloca como intocável para os fãs. A cada dia que passa mais e mais torcedores entendem que ele não é a resposta para a posição. Existem, é claro, os que ainda acreditam no contrário, mas alguns talvez o façam apenas para não darem o braço à torcer.

Mas este post não é para criticar ele. Este post é para buscar indícios se Adam Gase e cia aprenderam com o erro de 2017, quando montaram um plano B. Era um risco grande que Tannehill voltasse a campo em ritmo pior do que o que apresentará na carreira e como ele não era nenhum grande All-Star... isso sem falar que ele poderia se machucar de novo ( como aconteceu ) e o time claramente não tinha se preparado para isso. Entendam: era algo que tinha que ter sido feito. É diferente dos Packers, que com um All-Star colocaram um Zé Goiaba qualquer para ser reserva, pois Rodgers não vinha de contusão. Nada de QB no Draft... mas também, Gase queimara picks desnecessariamente em 2016...

Até aqui, os sinais são de que não aprenderam. Gase falou que o plano é melhorar o time com novos Coachs ( até aqui, só ex-Bears apareceram ) e só ai definir a estratégia. Ou seja, ele não sabe o que vai fazer, apenas que Tannehill é o Starter e que ele está ótimo. O que eu faria, perguntam vocês? Bom, Fales precisa ser testado e seria o meu reserva. Mas eu traria outro QB no Draft, nem que seja uma random no fim do Draft. Assim existira uma espécie de seguro contra um nova contusão de Tannehill ou - algo provável - ele volte mal aos gramados.

Lembrando que pouquíssimos são os QBs que voltaram jogando igual ao que eram vindo de cirurgias semelhantes às que Tannehill - finalmente - fez. E menos ainda voltaram melhor ( Tom Brady é um exemplo ). Assim sendo, eu acho que todos deveriam ficar bem preocupados com a inexistência aparente de um plano. Vimos em 2017 no que deu apostar tudo em Tannehill. Espero não termos que desaposentar outro QB nunca mais enquanto eu vivo for, porque não sei se eu sobreviveria a isso...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Roteiro para ( tentar ) entender o que pode rolar no Draft

Foto do último atleta All-Star que draftamos... isso foi em 2011!!!
Esqueça o que quer pro time. Esqueça que você odeie determinado atleta e adoraria ter um novo jogador vindo via Draft. Vou colocar em linhas gerais o que devemos analisar antes buscar por um JJ Watt, um Darrele Revis ou um Dan Marino no Draft deste ano. Vamos lá:
  • A organização Dolphins acredita em Ryan Tannehil - Goste-se dele ou não, essa é uma coisa que ainda não mudou, se é que vá mudar tão cedo. Sendo assim, mesmo que pairem dúvidas quanto a capacidade dele pós-cirurgia ( no que todos concordam ), a Franquia garante a ele o posto de QB Starter. Sendo assim, reitero ( gostando ou não ), o time não vai escolher um QB no primeiro round. Esqueçam isso;
  • Kenyan Drake é o cara de Adam Gase - Não foi por outro motivo que Adam Gase doou Jay Ajayi: Drake é o RB no entorno do qual Gase deseja montar o ataque. Sendo assim, esqueçam também que não iremos escolher um RB no primeiro round. Nem que seja o novo Emmit Smith ou Rick Williams somados. Nem que seja o melhor RB recebendo passes da história. 
  • Com Xavien Horward e Cordrea Tankersly o time acredita ter uma boa secundária - Aqui eu posso até concordar. Sim, Howard fez boas partidas - embora não me encha os olhos - e Tankersley mostrou potencial. As chances de pintar um CB no Draft são pequenas por causa disso, mas pode aparecer.
  • A situação de Jarvis Landry pode levar o time a Draftar um WR? - Sim, pode. Primeiro porque parece claro a todos que ele só ficará se o time aplicar a TAG. E isso traz 2 problemas: em 2019 ele só ficaria com um grande contrato ( porque não poderemos usar TAG outra vez nele ) e DeVante Parker também fica sem contrato. Por isso não descarto o time trocando Parker na off-season e draftando um WR para o seu lugar. Fiquem de olho nisso...
  • Seria um LB a maior carência do time? - Sim, é. Um LB All-Star pode elevar o patamar de um time mas um OL não. Mike Pouncey foi por 6 temporadas um All-Star nato e o time venceu alguma coisa?? Não, é claro. Por isso eu identifico um LB como necessidade maior do que um OL. Até mesmo por isso, por ser óbvio demais, é que eu não recomendo a ninguém cravar isso em Mocks Drafts. Miami NUNCA faz o óbvio... a não ser de modo invertido, é claro. Lembrando que em 2017 já era uma carência urgente do time e foram de DE.
  • Mas não draftar um OL não manteria o discurso sobre a qualidade de Ryan Tannehill? Sim e não. Sim para os que gostam dele, que sempre apontam outros como os culpados. Mas quando eu vejo o que fez um tal de Russell Wilson este ano, que praticamente sozinho carregou um decadente Seattle Seahawks, esse discurso perde totalmente o sentido. E não, porque na Off-season é possível preencher os espaços da OL e usar os atletas atuais. Me parece mais problema de Coaching do que de material humano. Ademais, existe um outro problema: apenas um atleta tem cara de All-Star entre os mais cotados ( OG Qnenton Nelson - Notre Dame ) e ai amigos eu me lembro do reach insano que foi Ja'Wuan James em 2014. E já que falei nele, ele vai ser cortado...
  • Pode pintar um Safety? - Deveria, mas... a Classe não é das melhores. E ai pode pintar outro reach ( quando pega-se um atleta muito antes do que ele realmente deveria ser escolhido ). Jones e McDonald são veteranos e ter revezamento serve também para alongar ao máximo a qualidade deles. 
  • E a DL, precisa de reforços? - Em tese, não. Com Suh negociando uma alteração no contrato para liberação de espaço no CAP, com Wake mostrando que tem valor e com Harris dando a entender que pode virar algo na NFL, não vejo porque o time gastaria uma pick no setor. Os outros atletas até que foram, sobretudo os DTs novatos. Mas é Miami e neste ano já não era esperado um jogador de DL no Draft...
O Draft acontece entre 26 e 28 de Abril e antes temos a Free Agency, onde contrataremos jogadores e perderemos outros. Tudo isso tem impacto no que o time vai fazer no recrutamento. Mas por hora, é isso...