domingo, 30 de abril de 2017

Perfil: Isaac Asiata, Guard - Utah



O Miami Dolphins fez uma escolha neste ano: DEFESA. E só fez duas escolhas fora do setor, uma delas foi Isaac Asiata, Guard da Universidade de Utah. E vamos ser bem sinceros: ele é, talvez, o único que tem lugar certo como Starter no dia da abertura da temporada. Talvez, porque tem outros que podem virarem Staters, mas eu cravo que ele será. Ele tem potencial para preencher o espaço no meio da OL ( em qualquer um dos lados ) e render bem perto do que, por exemplo, poderia render Forrest Lamp. Com teto menor é claro e evidente, mas não deverá fazer feito.

VISÃO GERAL

Isaac é o primo do ex-Utah e atual Minnesota Vikings Matt Asiata. O agora nosso Asiata (ah-see-ah-ta) começou todos os jogos desde então, principalmente como Left Guard ( com sete jogos como Right Guard em 2014 ). Ele ganhou menção honrosa na All-Pac-12 aviso como um Júnior e figurou na Segunda equipe como Sénior. Asiata trocou camisa com o Center JJ Dielman em outubro de 2016, que se machucara seriamente, como um sinal de apoio para seu companheiro de equipe caído.

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Altura e corpo saltam aos olhos, sem contudo perder flexibilidade exigida para a posição. Atua em ambos os lados e ainda pode atuar como Center, o que uma vantagem interessante porque Mike Pouncey não consegue ficar saudável. Atua com excelente agressividade sem ser faltoso. Exige esforço extra dos defensores, dando o máximo logo no início do Snap. Tem rapidez em suas reações para proteger o QB em blitzes e mudanças de jogadas, quando o QB busca alternativas na jogada.
  • Pontos Fracos - Estilo pode ser muito frenético, precisando melhorar - bastante - o uso das mãos. Sua técnica carece de desenvolvimento, sobretudo quanto ao equilíbrio. Pode ficar no meio do caminho entre um Guard excelente e mediano se não evoluir. 
  • Comparável na NFL - Jeremiah Poutasi
  • Resumo - Agressivo e poderoso com a capacidade de criar espaço para RBs em um esquema de energia. Asiata precisa manter o ritmo durante toda a partida, por vezes parece um All-Star e no Snap seguinte um jogador de High School. Tem todo o potencial para ser um sólido starter por anos na NFL, mas pode ser melhor do que isso com o desenvolvimento certo. Uma vantagem é sua dedicação.
  • Nota - Aqui disponibilidade e necessidade casaram-se perfeitamente. Asiata era cotado para sair no terceiro round e, incrivelmente sobrou para nós no quinto. Temos um jogador capaz de ser Starter durante toda a temporada e que pode atuar no interior da OL em qualquer posição. Forte no jogo corrido carece de melhorias na proteção ao passe. Um achado, sem dívida alguma. Por tudo isso é uma escolha A.

Lista dos UDFA com quem assinamos

Malcom Lewis, WR - Miami

FS, Maurice Smith - Georgia
Todo final de Draft sempre ocorre uma corrida atrás daqueles jogadores que não foram selecionados. Raramente alguém consegue sobreviver aos primeiros cortes e praticamente nenhum passa do corte antes da temporada regular. Mas tem atletas com qualidade, mas sempre com grandes buracos. A lista de jogadores com quem assinamos é essa:
  • Chase Allen, ILB, Southern Illinois
  • Praise Martin-Oguike, OLB, Temple
  • Matthew Haack, P, Arizona State
  • Larry Hope, CB, Akron
  • Torry McTyer, CB, UNLV
  • Malcolm Lewis, WR, Miami
  • Drew Morgan, WR, Arkansas
  • Damore'ea Stringefellow, WR, Ole Miss
  • Francis Owusu, WR, Stanford
  • Cameron Malveaux, DE, Houston
  • De'Veon Smith, RB, Michigan
  • Eric Smith, OG, OT, Virginia
  • Maurice Smith, FS, Georgia

sábado, 29 de abril de 2017

Perfil: Davon Godchaux, DT - LSU


Esse é o ano de Defesa no Draft. Não apenas em Miami, porque mais de 57% das picks são do setor, e até aqui apenas uma não foi de defesa ( Asiata ). Nada de RB, QB, TE, WR... só defesa. No quinto round, após draftar Isaac Asiata ( Guard ), o time foi outra vez reforçar a DL, escolhendo Davon Godchaux de LSU.

Não é uma escolha ruim, pelo contrário. Mas a questão, mais uma vez, era a necessidade. Na análise do Draft eu vou aprofundar o tema, mas eu fiquei intrigado com a ausência de Safeties no recrutamento. Vamos ao perfil do escolhido:

VISÃO GERAL

Godchaux tem fortes estatísticas ( 14 sacks e 45 pressões ) nos dois últimos anos na faculdade.

ANÁLISE
  • Pontos Fortes - Forte e perigoso no pass-rush, possui boa técnica, com uma série de movimentos para entrar no backfield. Boa leitura dos movimentos do ataque e acompanha de forma consistente o movimento QB no pocket. 
  • Pontos Fracos - Força pode ser um problema, freqüentemente forçado a recuar pelo bloqueadores. Não demonstra o máximo esforço quando combate vários bloqueadores. Falta-lhe explosão, além de sua reação ser lentas. É fraco contra o jogo corrido. Foi preso em Setembro do ano passado sob acusação de maus tratos domésticos.
  • Comparável na NFL - Cullen Jenkins
  • Resumo - Enquanto ele fez avanços na temporada passada no pass-rush, Godchaux não tem sido eficiente contra a corrida ao longo de sua carreira e ele terá que fazer a sua marca como um pass-rusher na NFL. Ele tem sido um dos mais eficientes passe-rushers na nação nos últimos três anos, e ele tem a chance de apressar os QBs enquanto trabalhava para melhorar o seu trabalho no jogo de corrida. Se conseguir isso, terá sido uma grande escolha.
  • Nota: É um atleta nato e vai ajudar na pressão aos QBs, mas não deve ser Starter. Vai entrar aos poucos no time, sobretudo em situações claras de passe. Como um de seus problemas é no jogo corrido e isso é o nosso maior calo, o valor cai um pouco. Fico com um B+, por conter um risco adicional quanto ao seu caráter e extra-campo.

Draft 2017 - Round 6: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State

Mais um DT, bem cru e que não deverá entrar em campo...
Tem coisas estranhas em Draft e uma delas aconteceu conosco no sexto round. Após escolher um DT no quinto round ( Godchaux ), o time vai e dobra a escolha, draftando Vicent Taylor de Oklahoma State. E o maior feito dele, acreditem, é ter bloqueado 4 FGs. A ideia, ao que parece, é desenvolvê-lo no esquema que usamos e ganhar com isso. 

Não gosto da ideia, ainda mais quando simplesmente ignoramos outras carências e nem escolhemos alguém no estilo BPA. Fico preocupado com a falta de profundidade entre os Safeties, mas agora já era. Ainda temos a escolha de sétimo round, mas raramente algo de muito produtivo aparece nessas escolhas.

A nota? Só no perfil, mas é até aqui a pior escolha do Draft.

Draft 2017 - 5º Round: Isaac Asiata, G - Utah; Davon Godchaux, DT - LSU

Imagina encarar alguém assim?

Outra boa pick, mas ele foi presos acusado de maus tratos domésticos...
No quinto round é onde os times mostram sua capacidade de conhecimento sobre jogadores. Escolher bem aqui é coisa para poucos e, curiosamente, temos uma certa tradição de achar talentos. Zach Thomas e Reshad Jones - só para citar 2 - foram escolhidos no quinto round. E hoje o time foi bem também neste round ao conseguir um Guard ( Isaac Asiata, Utah ) e um DT ( Davon Godchaux, LSU ), ambos podendo até mesmo serem Starter na semana 1, sobretudo Asiata.

Só tenho a lamentar que com a mão calibrada deste ano o time tenha queimado inutilmente duas picks deste Draft para não escolher ninguém ano passado. Com esse nível de acerto de 2017, o time estaria bem mais preparado para a temporada, mas...

A nota das escolhas só com os perfis, mas eu gostei das duas. Godchaux tem um risco grande envolvido, mas quanto maior o risco maior pode ser o retorno e Asiata é o chamado bullrun. Ele tem tudo para comandar nossa OL por anos. E, dada a foto acima, vai meter medo em muitos jogadores na NFL...

Perfil: Cordrea Tankersley, CB - Clemson


Por alguma razão desconhecida o Miami tem escolhido CBs baseados na sua altura e não exatamente na qualidade deles. Não que Tankersley seja terrível jogando, mas tem problemas sérios cem cometer faltas, assim com Xavien Howard. Teremos uma dupla alta e jovem para desenvolver nos próximos anos. Se eles deixarem de entregar jardas aos rivais, talvez dê certo. 


VISÃO GERAL

Cordrea ( pronunciado cohr-DRAY ) recebeu o apelido de "Tootie" de seu irmão mais velho Codarius, que repetiu a palavra várias vezes depois de ver seu jovem irmão pela primeira vez. Ele se esforçou para encontrar tempo na secundária em suas duas primeiras temporadas, principalmente jogando em equipes especiais ( 13 tackles em 2013, 11 tackles em 2014 ), como um defensor 
veterano 
dos Tigers liderou o Depth Chart. Uma vez que sua oportunidade apareceu, Tankersley não desperdiçou, sendo eleito para a terceira equipe All-ACC, após liderar Clemson com cinco interceptações ( uma retornada para TD ). 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Sua altura é, talvez, seu maior diferencial. Consegue dar um segundo esforço quando necessário, uma qualidade valiosa, além de pressionar bem o marcador. Experiente devido a suas temporadas como Starter, sendo bem produtivo, teve oito interceptações. Apto a atuar em Cover-2, equilibrando entre rotas curtas e longas. 
  • FRAQUEZAS - Antecipação e instintos ligeiramente abaixo da média. Os olhos são inseguros e podem ser lentos para processar e reagir. Permite demasiada separação de rota de fora da cobertura e terá de melhorar isso caso queira chegar no próximo nível. Problemas de equilíbrio na cobertura. Teve oito interferências contra ele em duas temporadas. Necessita de adicionar mais músculos para atuar na NFL.
  • Comparável na NFL - Dre KirkPatrick
  • Resumo - Tem um corpo impressionante mas ele tem alguns buracos em seu jogo que podem impedi-lo de atuar em altíssimo nível. Precisa melhorar a sua cobertura, mas as oito intercepções mostram que ele pode produzir bem.
  • Nota - Uma boa escolha, sem dúvida. Fim de terceiro round o talento fica mais escasso mesmo. Alguns mocks apontavam ele na nossa pick de segundo round, por isso a escolha sobe mais de cotação. Seus problemas são corrigíveis, mas demandam qualidade na transição da NCAA para a NFL. Diante disso, a escolha é a melhor até aqui, e eu classifico-a como A.

Perfil do Escolhido: Raekwon McMillan, LB - Ohio State

Uma escolha complicada de achar ruim...
E se a primeira escolha não cobriu uma necessidade real do time, isso não aconteceu com a escolha do LB Raekwon McMillan de Ohio State. Ele chega para ser Starter como ILB, uma carência clara do time. Tem qualidades destacadas, mas seus defeitos também são destacados. Um deles, em especial é desanimador. Vamos ao perfil dele:


VISÃO GERAL

McMillan não conseguiu ser um atleta fora de série durante seus três anos em Columbus, conquistou os scouts da NFL. Obteve foi eleito para o segundo time da Big Ten, liderando os Buckeyes com 119 tackles. 

ANÁLISE
  • Pontos Positivos - Seu movimento após o snap é ótimo, achando os ângulos corretos. Exige dos Guards esforço máximo para evitar seu ataque ao QB. Consegue antecipar as rotas do RBs, usando sua boa capacidade de cobertura em zona. Lê os olhos do quarterback e re-organizando os companheiros. Ganhou massa corporal durante a carreira, algo que será vital na NFL.
  • Pontos Fracos - Por vezes fica preso no lado errado do bloqueio. Lento para se livrar dos bloqueios e para escolher outro movimento. Falta-lhe velocidade e reação na mudança de direção para conter RB mais ágeis. Tem limitações na cobertura mano-a-mano. É muito produtivo em seus números, mas o sistema de Ohio State é montado fortalecendo o papel do ILB. Precisa melhorar o uso dos pés.
  • Comparável na NFL: Mason Foster
  • Resumo: McMillan tem muitas questões no uso dos de pés. Ele pode ter se beneficiado se jogar ao lado de uma grande quantidade de talentos NFL. Ele é ativo e joga com bons instintos. Ele tem o potencial de se tornar um titular médio na liga.
  • Nota da Escolha: Ele é um valor bom para o segundo round e cobre uma necessidade. Tem problemas, mas Harris também o tem. Eu classifico a escolha como A-, pelas deficiências serem bem latentes, mas não tem como fechar os olhos para suas qualidades que serão muito importantes na defesa queijo suíço do Miami Dolphins.

Draft 2017 - Round 3: Cordrea Tankersley, CB - Clemson

Temos mais um CB, mas... ele está longe de ser uma Brastemp.

Você gosta de jogadores com nomes complicados? Pois bem, se você é um desses você tem um jogador para chamar de seu: Cordrea Tankersley, Corner de Clemson. Ele foi escolhido no fim do terceiro round na pick compensatória que recebemos pela saída de Olivier Vernon.

Eu não tinha ouvido falar dele e em algumas boards ( listas ) ele era atleta de segundo round, mas em outras de quarto. Em todo caso precisavamos de um CB alto com certa agilidade, contudo ele é rei de interferências no passe ( talvez por isso tenha sido draftado ).

Uma escolha estranha, pelo atleta, mas não pela posição. Defesa é o foco e tinha que ser assim mesmo, mas pela terceira vez neste Draft não fomos de BPA. E isso é estranho. E pode custar caro.

Charles Harris foi mesmo uma boa escolha ou mais uma pick perdida?

Pass-rush ele é de fato, mas em conter corridas ele é um desastre...
Toda dia de Draft ( sobretudo o primeiro ) eu me lembro de uma das cenas mais icônicas de Tropa de Elite ( o sem esquerdopatismo no enredo ), onde o Capitão Nascimento deixa claro seu pensamento sobre às ordens de "limpar" o morro do Turano e garantir o sono do Papa João Paulo II: "já disse Carvalho, vai dar merda".  Infelizmente ano após amo essa cena se repete. A escolha de Charles Harris ( DE Missouri ) nem é ruim pelo jogador em si, mas pela situação. Vamos aos pontos:
  • Harris vai precisar de desenvolvimento em sua técnica. E não somos exatamente um exemplo nisso. Pelo contrário, é claro;
  • Ele não deve ser Starter no começo da temporada. E quando você não tem uma defesa forte o que se espera é ter um jogador para elevar o nível do setor. Não será, de início, o caso;
  • Melhoramos nosso pass-rush, é claro. Mas este já é o ponto mais forte de nossa defesa;
  • E quem vai parar o jogo corrido? Porque não será Harris, pois o pior ponto dele é justamente conter as corridas;
  • Depois do ano passado eu imaginei que o time fosse seguir adotando o BPA e esquecer a necessidade principal. Acontece que ao escolher Harris o time nem cobriu a necessidade e muito menos escolheu o melhor jogador;
  • Harris nunca - provavelmente - será o Defensor do Ano. Trocando em miúdos: ele é mais um,. Pode até se destacar, mas não será um All-Star. Ao menos não está cotado para sê-lo.
Como disse o Bruno Carril no Grupo do Face, "Não acho que Charles Harris foi uma escolha ruim pelo atleta, que parece ser bom, e era o melhor DE disponível. Acho péssimo que existiam 2 ( Foster e Lamp ) escolhas que pareciam ser melhores e que se encaixavam muito mais adequadamente às nossas necessidades."

O fato é que podemos ter perdido uma oportunidade ou pulado uma fogueira. Foster pode nunca render em alto nível e existe Guards ainda disponíveis que podem nos ajudar. Só o tempo dirá...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Draft 2017 - Round 2: Raekwon McMillanm, LB - Ohio State

Eis que escolhemos um LB com qualidade...
Com a 22ª escolha do 2º Round ( 54ª Geral ) o Miami Dolphins escolheu Raekwon McMillan, LB Ohio State. Assim melhoramos nosso corpo de LBs e podemos focar em outras carências nas outras escolhas que ainda temos.

Contudo, é preciso pontuar que um tal de Zach Cunningham ainda estava disponível e decidir passá-lo pode no futuro cobrar um preço alto. Mas isso só saberemos no futuro. Mais tarde um perfil de McMillanm.

De um modo geral uma boa escolha.