domingo, 22 de abril de 2018

Estrelas do Draft: Baker Mayfield, QB - Oklahoma

Os Dolphuns tem olhado com atenção incomum para Mayfield.
Desde que eu criei o Blog ( quase 11 anos atrás ), o Miami Dolphins nunca demonstrou tanto interesse num QB como tem feito com Baker Mayfield. Tudo o que um time pode fazer para cercar um jogador, o time já fez. E parece existir, de fato, uma chance real de que ele seja escolhido na primeira rodada, caso esteja disponível. Com Ryan Tannehill não aconteceu nada disso, porque ou o time já o tinha escolhido antes de contratar Mike Sherman como Coordenador Ofensivo ou depois de contratá-lo.

O fato é um só: o time parece ter finalmente acordado. Estava claro a muito tempo que com Ryan Tannehill este time não vai longe, precisa de um algo a mais. Será que Mayfield representa este algo a mais? Para alguns sim, mas para outros não. O fato é que já passou da hora de arriscar em outro QB. E Mayfield parece a opção adequada para isso.

Nome: Baker Mayfield - Universidade: Oklahoma - Posição: QB - Classe: Sênior
Altura: 1,85m - Peso: 98kg - Idade: 23 anos

Pontos Positivos:
  • Resistente e competitivo.
  • Líder nato.
  • Tem melhorado ano após ano.
  • Tem bom trabalho pre-snap, com uma boa leitura de jogo.
  • Preciso em todos os três níveis
  • Completou 53% de seus passes para mais de 21 jardas nos últimos dois anos
  • Tem talento de improvisação
  • Usa mobilidade para ganhar tempo para fazer jogadas
  • Taxa de 67% de acerto quando em movimento
  • Produtividade e eficiência de elite na zona vermelha
Pontos Negativos
  • Preferência por passes curtos pode facilitar que os defensores o bloqueiem na NFL
  • Atuou em um esquema que espalha diversos recebedores, abrindo assim boas janelas para a transmissão
  • Precisa melhorar a leitura do fundo do campo
  • Tem problemas em identificar blitz atrasadas
  • Footwork não é bom e é um ponto crucial a ser melhorado
  • Quando o pocket entra em colapso ele rende menos
  • As vezes suas bolas profundas ficam penduradas
  • Por vezes ele insiste na jogada quando não tem mais o que fazer, o que pode acarretar em sacks desnecessários
Porque Draftar? O time precisa de um QB para seguir em frente. Ryan Tannehill não nos levará à um Super Bowl, é fato. E volta de uma séria contusão, o que pode torná-lo inferior ao seu teto apresentado até agora, o que já era insuficiente. Mayfield é um líder e nos permitiria montar um time no seu entorno. Ele serviria, já agora em 2018, como um seguro para uma volta inconstante de Tannehill e para os próximos anos ser o comandante de um time vencedor.

domingo, 15 de abril de 2018

Quem são, hoje, os mais cotados para ser o nosso primeiro escolhido?

O draft é no final do mês e entra ano e sai ano vivemos uma expectativa que normalmente não se confirma: a chegada de jogadores que mudarão o patamar da franquia. Este ano não será diferente, ao menos na expectativa. Torcer que um dia as coisas mudem é o que nos mantém torcendo pelo time.

Este draft chega com uma novidade: o time está realmente interessado em um QB e de uma maneira que nem com Ryan Tannehill aconteceu. O nome da vez é o de Baker Mayfield, de Oklahoma. O time jantou com ele, esteve de olho no Combine e foi ao seu Pro Day ( treino na Universidade, aberto para todos ). Com Tannehill nada disso foi feito, porque o time já entrou na off-season certo de draftá-lo, tanto que possivelmente até a contratação de seu ex-Coach em Texas A&M foi feita devido a isso. 

Outras apostas mais seguras neste momento são os LBs Roquan Smith ( Georgia ) e Tremaine Edmunds ( Virgina Tech ). Um é mais pass-rush nato ( Smith ) e outro tem mais qualidades, mas sem ser excelente em algo ( Edmunds ). A posição era no começo do ano a maior necessidade do time... era, porque depois da doação de Jarvis Landry e os cortes de Ndamukong Suh e Mike Pouncey, outros setores também ficaram órfãos de extrema qualidade. Mas escolher qualquer um dos 2 certamente trará alegrias para o Miami.

Por fim, temos o DT Vita Vea Tevita "Vita" Tuliakiono Tuipuloto Mosese Va'hae Faletau Vea ), de Washington. Forte e um trator de OLs poderia ser uma reposição à altura da saída de Ndamukong Suh. 

O que faremos? Complicado saber, porque o time pode fazer Trade para subir ou descer ( eu prefiro descer e assim reforçar o time em quantidade, mesmo que possa perder qualidade ). Com mais escolhas, quem sabe o time conseguisse acertar a mão e draftar um outro Lnadry, outro Jones ou outro Ajayi??

Até o draft irei fazer perfil deste 4 e talvez mais alguns sleepers ( jogadores que podem cair no nosso colo nos outros round.

Roquan Smith, LB - Georgia

Baker Mayfield, QB - Oklahoma

Tremaine Edmunds, LB - Virgina Tech

Vita Vea, DT - Washington

domingo, 1 de abril de 2018

Estamos em Abril, mês do Draft...

Ele sempre chega... normalmente para nosso desgosto

Invariavelmente ele chega. Ano após ano ficamos ansiosos pelo Draft e invariavelmente saímos insatisfeitos, decepcionados. Tudo porque nossa péssima capacidade escolher jogadores no Draft é proporcional á capacidade de perder partidas durante a temporada. Uma coisa, aliás, está ligada a outra, infelizmente.

Neste ano, mais uma vez, devido a inúteis vitórias contra Falcons, Chargers e - sobretudo - Patriots, ficamos fora do Top Ten. E nessa condição, ficamos mais longe de obter um talento que possa mudar o nível desta franquia, um JJ Watt por exemplo. Assim sendo, temos que tecer cenários complicados, porque a cada pick que se distancia do Top Five, mais complexo é antecipar o que posso acontecer. E nunca é demais lembrar, que estamos falando dos Dolphins, onde errar é uma arte. Sinistra, mas ainda assim uma arte.

Desde que o ano começou nosso time perdeu 3 dos raríssimos All-Stars que tinha: Jarvis Landry ( doado para os Browns ), Mike Pouncey e Ndamukong Suh, ambos cortados. Assim sendo a lista que eu fizera citando as posições que necessitavam de reforços foi atualizada, com as de WR, DT e C precisando de urgentes reposições. E eu não considero que Albert Wilson e Danny Amendola sejam reforços para a posição de WR ( o primeiro é um Zé Goiaba qualquer e o segundo não fica saudável ) e nem o Center que trouxemos do Niners seja solução. E para o lugar de Suh não trouxemos foi ninguém.

Assim sendo, já se fala que o time posso escolher um DT no primeiro round, o que seria desastroso em todos os sentidos. Não tem Center que possa escolhido na 11ª pick, mas estamos falando do time que em 2014 escolheu Ja'Wuan James antes de Derek Carr. E os recebedores não se destacam nesta classe. 

Durante o mês trarei postagens sobre os mais cotados. Alguns parecem bem óbvios como Baker Mayfield, outros nem tanto. Mas eu sei de uma coisa: é preciso acertar em alguém que possa chegar e mudar o patamar do time. Escolher apenas mais um não nos levará a lugar algum, Como até agora não nos levou. E eu nem tenho esperanças que saíamos desta mediocridade tão cedo... mas temos que seguir tentando acreditar que um dia isso tenha fim. O mais rápido possível...

sexta-feira, 30 de março de 2018

Quando o time pensa uma coisa e faz outra completamente diferente

Assim ficamos todos quando ele foi anunciado...

O Miami Dolphins é um especialista em cometer erros. Nesta off-season cometemos tantos que é até complicado resumir todos num único post, mas os mais destacados envolvem a saída de Jarvis Landry e a sua ( não ) reposição, passando pelos cortes de Ndamukong Suh e de Mike Pouncey e terminando com a contratação de Brock Osweiler. Sim, não faz qualquer sentido contratar um QB pior ( e forçando bem a barra ) ou parecido com nosso Starter, que já não é lá essas coisas.

Fosse só pela assinatura em si, já seria bem complicado encontrar uma justificativa para esta contratação. Mas, tem mais: o time tem demonstrado interesse incomum em Baker Mayfield, QB de Oklahoma. Acompanharam de perto ele no Combine, foram no Pro-Day de Oklahoma e jantaram com ele semana passada. Se existe tantos contatos, deve-se entender que pretendem escolhê-lo, certo??

Imaginemos que, o time escolha Baker Mayfield, QB de Oklahoma. O time teria para a posição de QB: Ryan Tannehill, David Fales, Brock Osweiller e Baker Mayfield. Isso é plano para uma equipe que se pretende vitoriosa? É óbvio que não. E se o time não pretender draftar Mayfield, porque tantas reuniões e encontros com o jogador? E fazer tudo isso e não escolher o QB, não pode azedar o clima no vestiário, porque demonstraria uma falta de confiança em Ryan Tannehill, que acaba de re-estruturar o contrato?

Focando em Brock Osweiller, eu não vejo nenhuma razão para ser contratado. O time tem um reserva que conhece o sistema ( Fales ) e ele não é melhor QB do que Tannehill, portanto não chega para tomar-lhe o posto. Se levarmos em conta que Tannehill volta de séria contusão e pode oscilar muito na volta aos gramados, a contratação de Osweiller não tem sentido algum. Um dos motivos citados é que ele... adivinhem só, trabalhou com Adam Gase. Seria apenas mais um com este histórico depois de Julius Thomas, Jay Cutler...

E tem a questão do vestiário. Não me digam que isso não pode piorar o vestiário, porque é claro que pode. E com 2 QBs, considerando que Fales voltasse para a Pratice Squad, em condições de brigar pelo posto uma volta insegura de Ryan Tannehill provocaria cobranças de uma troca e isso não ajudaria em nada no clima. Lembrando que a saída de Landry e de Ajayi seria para melhorar o clima no vestiário. Pode existir algo mais sem sentido do que isso? Eu duvido...

Para finalizar a analise da contratação de Osweiller, tem a questão do CAP: o time não manteve Landry por causa disso, cortou Suh e Pouncey para liberar espaço no Teto Salarial para assinar com Osweiller? Não tem sentido algum. A não ser porque é o Miami Dolphins. Nunca nos esqueçamos de não existe limites para nossa incapacidade...

quarta-feira, 14 de março de 2018

Miami Dolphins re-estrutura contratos de Reshad Jones e Ryan Tannehill



Em busca de maior espaço no Cap, os Dolphins re-estruturaram 2 contratos hoje: com o Ryn Tannehill e Reshad Jones. No primeiro caso perda de recursos mas uma boa com o segundo jogador.  O Miami não precisava re-estruturar contrato algum, uma vez que com os cortes de Suh, Thomas e Timmons tinha obtido quase 30 milhões e ao não assinar com Landry, outros 16 milhões. Somados isso dá 45 milhões e o time já estava 8 milhões acima. Digo isso porque só usamos 14 milhões até agora e não me parece que iremos assinar com nenhum grande atleta, que precisa de grandes espaços no Cap. Re-estruturação de Contratos é como enxugar gelo: resolve na hora, mas depois a água volta a escorrer. 

No caso de Jones faz sentido empurrar o peso do Cap para 2019 e 2020 porque é o líder da secundária e aos 30 anos está atuando em alto nível. Um decréscimo pode acontecer, é verdade, mas ele é dedicado e tem se mantido longe das lesões. Foi ao Pro-Bowl e manteve seu Status de All-Star. Seguramente é um dos 10 melhores da sua posição, ficando talvez até mesmo entre os 5. É uma aposta de que ele seguira assim e que valerá a pena pagar o valor mais alto nos anos vindouros. Se der errado, cortá-lo ficará penoso, mas no caso dele, vale a pena.

Tudo isso que foi dito serve também para Ryan Tannehill, mas ao contrário. Ele não é Top Ten e volta de uma séria contusão, onde a maioria - quando muito - volta jogando igual a contusão. E são poucos que conseguem isso, convém citar. Tannehill ainda não teve uma temporada de All-Star - pra mim nunca terá uma - e nunca foi um diferencial para levar o time ao sucesso. Tanto que o time era 7-9 antes dele chegar e 7-9 agora. Portanto, no caso dele, alterar o contrato é um erro, que pode custar CARO. Imaginemos que ele se machuque outra vez - não é uma torcida, apenas uma possibilidade - e o time por algum motivo tenha selecionado um QB que pareça promissor, o que aconteceria? Um Cap Hit imenso e um contrato menos acessível para uma Trade.

Assim sendo, o time segue errando. Não é a primeira vez e nem será a última, infelizmente.


Talvez a cena clássica de Moneyball explique porque assinamos com 2 WRs que fazem a mesma função de Jarvis Landry




Tem sido, até certo ponto, interessante acompanhar esta Free Agency dos Dolphins. Porque já estamos na merda mesmo e pior do que já está, não deve ficar. Até gostaria que ficasse e o time fizesse uma campanha 2-14 e tivesse a Firsr Overall Pick ano que vem. Mas não temos capacidade nem para isso, infelizmente e eu aposto em outro 6-10, com chances de ser um inútil ( em todos os sentidos ) 8-8. Mas o post hoje é mais leve do que isso...

Em conversas, algumas bem ácidas, com outros fãs de FA no WhatsZap, veio uma teoria: alguém em Miami é fá de Moneyball - o filme, não a teoria - e em especial da cena mais icônica do filme estrelado por um espetacular Brad Pitty. A cena em questão é quando ele apresente Peter Branch, o novo guru de Billy Beane ( ele um Bust nato da história do Baseball e General Manager do Oakland A's ) ao grupo de olheiros do time, que estão buscando jogadores para substituírem a Jason Giamby, que acabara de assinar com o NY Yankes.  Eis a cena, em inglês:



Beane traz a teoria que, o olheiro chefe, nomeou de Moneyball, usa estatísticas para montar os elencos e não o método tradicional, justamente o que faziam todos na sala. Depois de alguns nomes citados pelos olheiros, Beane choca a todos ao não gostar de nenhum deles. E dizer que não é possível substituir Giamby, mas sim recriá-lo no agregado, citando os números dele e mostrando que 3 jogadores poderiam trazer a mesma produção. A cena é hilária em qualquer idioma e as reações idem.

O que isso tem a ver com os Dolphins e esta Free Agency? Tudo. Deixamos Jarvis Landry ir embora porque não queríamos pagar 16mi para ele e porque ele ere/seria ruim para a filosofia do time ( seja lá o que isso represente ), mas o time trouxe 2 WRs Slots para o lugar de Landry, que somados podem fazer o mesmo que ele. E assim recriar o jogador. 

Sei, parece forçada de barra, mas não é. Eu tenho tentado entender o que tem se passado com os Dolphins e estou nisso a mais de 20 anos, 11 só aqui no Blog. Mas que parece demais com o caso do A's e Beane parece. A propósito a diferença é que o Oakland venceu 20 partidas seguidas naquela temporada e quase ia para a World Series. E de que ao contrário de Giamby, Landry queria ficar. Mas no resto se parece bem. E ajuda a explicar.

Em tempo, os WR são: Albert Wilson ( ex-Chiefs ) e Danny Amendola ( ex-Pats ). O primeiro assinou por 3 anos e 24 milhões, mas apenas 9 milhões garantidos, enquanto que o segundo assinou por 2 e 12 milhões, mas com 8,25 milhões garantidos. Wilson era o terceiro WR dos Chiefs e recebeu para pouco mais de 500 jardas e 3 TDs. Amendola jogou o Super Bowl mas é um Injure Prone nato ( machuca-se demais ) e recebeu para 629 jardas e 2 TDs. 

Agora é o que temos. Torcer que no agregado eles produzam como Landry, é o que restou-nos esperar. Eu, particularmente, teria dado os mesmos 14mi para Landry e mantido-o em Miami... mas isso sou eu e talvez Beane não fizesse isso. E seguindo a lógica(??), vai que estão usando Moneyball como referência...

terça-feira, 13 de março de 2018

Porque os Dolphins cortaram Ndamukong Suh??

Um bom movimento na hora errada...
Lembram que eu falei em diversos textos sobre a mediocridade da Gestão dos Dolphins? Falei 2 vezes ( aqui e aqui ) que seria proibido ter talento em Miami, de que o Front Office tem por objetivo nos fazer sofrer ( aqui ) e que no final não temos plano algum para re-erguer a franquia ( aqui ). Palavras não são capazes de retratar a raiva que eu tenho sentido. Sim, raiva. E isso, claro, não é nada bom. Estou puto com o que tem sido feito de ruim. Cada coisa absurda que parece ser impossível ser piorada e na ação seguinte eles se superam...

O corte de Ndamukong Suh era uma ação plenamente aceitável. Sim, aceitável e você entendera meu ponto: nenhum atleta, salvo QBs capazes de conseguir 50Tds e 5000jds merecem ganhar quase 30 milhões, como Suh iria ganhar este ano. Nenhum defensor, por melhor que seja, vai ter o mesmo impacto que um QB como o citado. E Suh não merece 27,9 milhões como iria receber este ano. Não mesmo. Mas até um corte perfeitamente aceitável, torna-se um erro abissal em Miami.

Depois de burrada histórica de doar Jarvis Landry ao Cleveland Browns por uma reles escolha de quarta rodada, o time não precisava mais de espaço no Cap, o que conseguiu com o corte de Suh. Trocando em miúdos: a Tag em Landry custaria 15,9mi e o corte de Suh salva 17mi. Cortar o segundo só faria sentido mantendo o primeiro. Como não mantiveram, qual a necessidade de cortar Suh?

Ele e um All-Star, caro, mas que dava muito em campo. Nossa defesa é ruim por falta de LBs e CBs, não pela DL. Forte e imponente, obriga os OCs a pensarem em como evitar Suh. Isso implica em que os times adversários se preocupavam com nossa DL... e não sei se mais o farão. Cameron Wake ainda é um jogador de respeito, mas não ter Suh pode ser a chave para uma defesa ainda mais frágil. Do ponto de vista de reposição. o pensamento deve ter sido que Jordan Phillips fez uma boa temporada, apagando a má impressão das 2 primeiras, e Vince McDonald e Davon Godchaux foram gratas e boas surpresas no draft passado. Com um outro reforço, tudo deve ficar bem. Talvez...

Acontece que quando deixaram Landry manter Suh tinha outro impacto: a de que existiria um plano, que seria o de reforçar a defesa e ano que vem re-estruturar totalmente o ataque, como novo QB e cia. Mas não, o time abriu mão de 2 dos melhores ( e poucos ) jogadores que possui. Como disse um amigo no Twitter o objetivo é montar um elenco onde o máximo é ter jogadores nota 6. Ninguém de qualidade pode figurar no elenco.

Suh ser cortado é algo, como disse, aceitável. Mas o corte foi feito no pior momento possível. E como eu sempre disse: a bengala para mais uma temporada medíocre já foram dadas.

segunda-feira, 12 de março de 2018

A troca de Jarvis Landry desnuda de vez a Zona que é o Miami Dolphins

Outra cena que será muito vista no Hard Rock Stadium esta temporada...
Se tem uma coisa que o Miami Dolphins é o melhor da NFL é em como envergonhar seu torcedores. E neste fim de semana em especial, ficou bem claro o tamanho da incapacidade de gerência que está Franquia vive: a troca de Jarvis Landry por uma reles escolha de quarto round é de lascar. Ah, dirão alguns que tem uma de sétimo do ano que vem... pois é, tem. Quando ainda tentava digerir a idiotice que foi mais esta doação, eis que os Bills conseguem uma escolha de TERCEIRO round do mesmo Cleveland Browns por Tyrod Taylor!!!

Tipo assim: os Dolphins doaram seu melhor jogador ( em qualquer lado do campo ), um All-Star nato por uma escolha de quarto round, mas os Bills trocaram um QB pra lá de meia-boca por uma escolha um round anterior. Se isso não é a prova cabal de suprema incompetência que reina em Miami, eu não sei mais o que precisa acontecer para provar isso.

A franquia adquiriu um DE - que não precisamos - por uma escolha de quarto round e doa seu melhor jogador por uma igual escolha de quarto round. Na prática, o Miami diz que, como eu postara duas vezes, talento é proibido no time. Robert Quinn é bom jogador, que se registre, mas vem para o melhor setor do time enquanto enfraquecemos o ataque, que foi o 26º ano passado. Algo mais idiota do que isso pode acontecer? Pode, deve e vai acontecer. É só esperar pelo Draft...

O time perdeu qualquer poder na troca quando deu permissão ao jogador. Toda a Liga sabia naquele momento do desespero do time para não sair de mãos vazias. Assim sendo o time ficou com o que ofereceram, que foi praticamente nada. Neste momento vejo que foi um excelente negócio o de Brandon Marshall em 2012, onde obtivemos 2 escolhas de 3º Round. Sinceramente é de dar vontade de virar torcedor de outro time...

Depois reclamarão que o Estádio fica vazio e que as vendas de camisão são irrisórias. E teremos outra temporada bem fraca, talvez um 5-11 ou outros 6-10. Que nem mesmo nos permita sonhar em escolher uma Estrela no Draft... sem que, esperar que o time acerte alguma coisa é piada. Até porque nas raras vezes em que acerta, costuma deixar o jogador ir embora. 

Para Jarvis Landry, eu desejo toda sorte do mundo. Que ele consiga manter-se como o melhor Slot Receiver da Liga, que consiga outra vez mais de 100 recepções e que supere a marca das 1000 jardas. Espero, sinceramente, que ele CALE a boca do Front Office e quando os Browns jogarem com os Dolphins, eu irei torcer por ele. Que ele tenha 4 ou 5 TDs. Porque ele merece isso de mim e dos torcedores. Já o Miami Dolphins... não merece os torcedores que ainda possui. E a cada dia eles serão menos e menos... até o dia em que não restará mais nenhum.

É o que merece um time que faz o que fez com Jarvis Landry.

quinta-feira, 8 de março de 2018

O Plano do Dolphins é não ter plano algum...

Veremos esta cena diversas vezes este ano...
Existem pessoas que acreditam, ainda, que os Dolphins tenham planejamento. Balela, tem 30 anos - ao menos - que isso não existe no time. É tudo na base da próxima temporada, na base do esperar que tudo dê certo. As escolhas quando são feitas não seguem uma estratégia maior, tipo escolher um QB num ano e no ano seguinte um WR e no terceiro um RB. Ou focar na defesa num ano e no outro pensar no ataque. Talvez por isso nem defesa e nem ataque prestem...

Quando veio a Free Agency de 2017 o time tinha um claro e real problema: 1 WR do elenco sem contrato ( Stills ), um com apenas aquela temporada com contrato ( Landry ) e o outro com 2 anos restantes ( Parker ). Se existisse um plano, tendo em vista produção e qualidade dos jogadores, o contrato a ser renovado/estendido seria o de Landry e na off-season seguinte, o de Parker. Jogadores como Kenny Stills não descartáveis, porque só tem uma finalidade em campo: a bola longa. Nada mais. E detalhe: o time escolher Jakeem Grant justamente pela velocidade em 2016 no Draft. 

Mas estamos falando dos Dolphins. E não custa nada lembrar que Ryan Tannehill - e não, ele não será malhado neste post - voltava de uma séria contusão e, obviamente, precisaria do seu melhor receiver alegre e satisfeito em campo, com o contrato renovado. O que os Dolphins fizeram? Renovaram com o terceiro "melhor" recebedor do elenco e disseram que durante a temporada tratariam da renovação. Atenção para esta parte, porque é aqui que as coisas se complicam... antes de passar, lembro que o time deu 28mi para Andrew Branch ( DE Reserva ) e outro tanto para Kiko Alonso. Ambos receberão perto de 10mi este ano. Alonso ao menos é titular...

Quando veio o Draft, o time passou os LBs para catar um DE - sim, um DE. Depois fez escolhas menos questionáveis, embora 2 DT no quinto e sexto round tenha sido algo estranho. Mas nada que mudasse o preço do dólar. Na TC, tudo ia bem... até que Tannehill desmoronou em campo, sozinho. Pânico geral, sobretudo entre aqueles que o veem como um QB de elite ( acreditem, tem quem ache isso ). Neste momento, os Dolphins esqueceram que tinha 15mi de espaço no Cap e que este montante poderia ser salvo para 2018 e assim, ter uma boa folga no Cap. E que com este valor, seria muito mais fácil assinar com Landry. Aqui neste momento, fica evidente a ausência de um plano: se a situação de Tannehill dentro da franquia seguiria a mesma - concordemos com isso ou não - o que seria mais fácil em 2018 para ele? Ter um WR All-Star como Landry em campo ou não?

Assinar por 13 milhões com Jay Cutler foi a comprovação cabal da ausência de um plano. Até porque o time paga 6mi por ano para Matt Moore para dizer que tem o melhor back-up da Liga. Mas quando o titular se machuca você nega a ele o direito de comandar o time? Esqueçam a qualidade dele, pensem na ausência de um plano e vejam se os 6mi não teriam sido melhor usados para manter Olivier Vernon e/ou Lamar Miller? Com Cutler em Miami, não tinha-se mais como assinar com Landry.

E Landry jogou como se nada tivesse acontecido. Correu, apanhou, sofreu e até mesmo foi expulso de campo. Sempre dando 110% em campo, nunca reclamando, nunca fazendo corpo mole. Ao fim da temporada, ao que se sabe, a proposta oferecida tinha uma diferença de 4mi e 1 ano a menos do que ele queria... e merecia. O resto, todos sabem. Agora pensem, que sem ele em campo, as coisas serão bem mais complexas na volta de Ryan Tannehill. Ele precisaria de conforto, com uma OL melhor e com um jogo corrido eficiente, mas seguramente o essencial é ter os alvos confiáveis. E o único que o time tem/tinha vai ser trocado... Sabe-se em troco do quê...

Então amigos, a conclusão é triste: o plano dos Dolphins é não ter plano algum. Somente isso pode explicar tamanhos e assombrosos erros cometidos até agora. E eu não nutro mais esperanças de que isso vá mudar. E outra: lembram do salário surreal dado a Branch? Pois é, o time draftou um DE no primeiro round ano passado e agora trouxe outro DE ao custo de uma escolha de quarto round. Branch e Harris serão reservas este ano, com quase 100% de certeza. Valeu a pena o contrato dado a Branch e a pick gasta em Harris?? A DL é hoje o melhor setor do time, mas será que ela sozinha nos levará para a post-season??

A bengala para outra temporada mediana de Ryan Tannehill já está dada. Será a falta de um alvo de elite. E tudo recomeçará novamente em 2019... Pois o Plano é não ter plano algum...

terça-feira, 6 de março de 2018

Um olhar sobre o Salary Cap...

Estes dois juntos tem direito a receber quase 50 milhões...
Com dito em um post anterior, estamos numa situação terrível, a pior de todas: não termos um time bom/excelente e não termos espaço no Cap para renovar nossas parcas estrelas e obter reforços. Com o Cap negativo de hoje ( -8,2 milhões ), não podemos nem assinar com rookies para se ter uma ideia. Iremos, provavelmente, cortar figuras como Ja'wuan James ( primeira escolha de 2014 que nunca jogou em alto nível ), Lawrence Timmons e Julius Thomas para obter espaço no Cap. Além é claro de fazer a merda de trocar Jarvis Landry.

Antes de falar dos altíssimos Salários, a dupla da foto é a que mais ganha em Miami: Suh ( 26,1 ) e Tannehill ( 19,8 ), somam 45,9 milhões. É assustador que quase 25% do Cap fique em apenas 2 jogadores, sendo que um dele não faz nada demais na Liga e o segundo não merece ser o defensor mais bem pago da NFL, o primeiro não QB. Vamos olhar a lista dos 12 maiores contratos do time ( contando a Tag aplicada em Jarvis Landry ), irei analisar jogador a jogador:


  • Ndamukong Suh, 26,1 milhões. Bom, ele rende. Bom, mas ele ganha demais. Ele, sozinho ocupa quase 15% do Cap e não é um QB. Ele não é a chave para deixarmos de ser uma piada. Cortá-lo com data pós 01/06 liberariam 17mi, mas o time deve ir pelo caminho mais perigoso que é re-estruturar o contrato dele. Trará algum alívio para esta temporada, mas no ano que vem os Dolphins terão um peso ainda maior.
  • Ryan Tannehill, 19,8 milhões. A situação do nosso QB é, digamos assim, um jogador que nunca passa desapercebido pelos torcedores. Ele, todos sabem, foi draftado em 2012 e desde então jamais foi até  o Pro Bowl, embora muitos torcedores gostem dele. Seja como for, ele com certeza não merece receber 19,8 milhões. Não ter jogado uma única partida ano passado, fez com ele perdesse bônus de 3,2 milhões. É outro que deverá receber re-estruturação de contrato. Um corte pós Junho salvariam 17,5 milhões.
  • Jarvis Landry, 16,2 milhões. Não preciso mesmo falar sobre ele, ok?
  • Reshad Jones, 11,57 milhões. O único pro-bowler do time é um dos melhores Safeties da Liga. Está ficando velho - é claro - mas vale quanto joga. Seguramente é um grande atleta e não é por causa ele nossos problemas de Cap. Tem atuado em alto nível, mas cortá-lo não é uma opção. Tal situação não salvaria NADA de Cap.
  • Andre Branch, 10 milhões. Que time pagaria 10 milhões para um DE reserva? Os Dolphins pagaram. Absurdo dos absurdos o time simplesmente não pode cortá-lo agora, porque deixou TODOS os Bônus do contrato para esta temporada. Idiotice pouca é bobagem.
  • Kenny Stills e Kiko Alonso 9,7 milhões. O porque de terem renovado o contrato com Stills e não com Landry´e daquelas coisas das quais jamais saberemos a resposta. Cortar e/ou trocar eles está fora de questão. Alonso é um LB comum, esforçado mas não é um All-Star. E Stills é apenas um WR veloz, só isso. Não é uma ameaça na End Zone, não rende nas rotas mais curtas... bom, ele não é um Landry.
  • Ja'wuan James, 9,34 milhões. Primeira escolha de 2014 num mais insanos reachs feitos pelos Dolphins em sua história jamais rendeu como tal. Será cortado e não deixará saudades alguma.
  • Mike Pouncey, 9 milhões. Uma decisão complicada entre cortar ou não um All-Star que tem ficado mais no estaleiro do que em campo. Cortar Pouncey livrariam valiosíssimos 7 milhões, mas e se ele conseguir jogar a temporada inteira? Aqui eu faria uma re-estruturação.
  • Cameron Wake, 8,6 milhões. Wakezilla não merece contestações certo?
  • Lawrence Timmons, 8,2 milhões. Será cortado. Sem chance de ficar com um salário destes.
  • Julius Thomas, 6,6 milhões. Outro que será cortado. Foi adquirido numa trade porque Adam Gase quer recriar o ataque dos Broncos, com o qual ficou famoso. Mas só tem um problema: ele não tem um Peyton Manning.