domingo, 18 de junho de 2017

Olhando o elenco da temporada - Parte 1

Muito do sucesso do time neste ano depende da Defesa...
Vencer 10 partidas não é fácil, mas é o nível que as equipes precisam alcançar para considerar uma temporada como um sucesso. Com este número mágico o time praticamente se garante da post-season. E daí amigos, para o Super Bowl são 3 ou 2 jogos da vida. Ano passado vencemos 10 partidas e paramos no Wild Card. Mesmo com uma derrota feia, o time ganhou casca e experiência de post-season. A questão é voltar em 2017...

E para isso a defesa é a chave. A menos que a equipe tenha uma máquina de pontos ( e estamos muito longe disso ) defender em altíssimo nível é a melhor saída. E nossa defesa esteve longe de ser uma Top Five em 2016. Por isso precisamos olhar o setor e ver suas perspectivas para a temporada que se avizinha. Neste texto, olharei a defesa por setores e comparando com o que tínhamos e com o que temos e como eles podem render este ano.


Linha Defensiva:

O melhor setor do time também é o que recebeu mais e os melhores reforços, com quase nenhuma baixa. Cameron Wake mostrou em 2016 que lenha para queimar, Suh é o cara destruindo pelo meio, mas precisavam de mais ajuda. E ela veio. Na free agency trouxemos a troco de pinga um bom DE ( Hayes ) e no Draft reforçamos o setor com 3 nomes: o DE Charles Harris e os DTs Davon Godchaux ( LSU ) e Vicent Taylor (OSU ). Além de melhorada a DL ganhou em profundidade, portanto teremos um setor mais eficiente ainda em 2017. Claro que a bomba do Andre Branch e seu absurdo contrato, mas não tem como dizer que o setor não esteja bem melhor.

Linebackers:

O setor era, seguramente, o ponto mais frágil do time. E não foi reforçado como deveria na minha opinião. Ao menos não como um setor de uma equipe de alto nível deve ser. Trouxemos dois reforços apenas: o veterano Lawrence Timmons ( ex-Steelers ) e o ILB de Ohio State Raekwon McMillan. Muito pouco, mas muito pouco mesmo diante do que precisamos. Além de que Timmons pode se provar ser "apenas" mais um produto da Steel Curtain, como é conhecida a defesa do time de Pittsburgh. Em suma: mais um jogador que só funciona lá. E colocar todo o peso da defesa em cima de um rookie não é o melhor caminho. A rigor segue faltando não apenas qualidade mas sim profundidade no setor. E isso pode cobrar um alto preço. Que no Draft do ano que vem recebamos os reforços que merecemos no setor.

Secundária:

Existem duas formas de observar o setor: a otimista e a pessimista. No primeiro caso podemos pensar que temos 2 jovens CBs para desenvolver, um experiente que não é ruim e alguma rotação no setor, além de um Safety All-Star e jogadores esforçados no entorno dele. Na segunda situação os novatos cometem faltas demais, não marcam bem, Jones está ficando velho e não existe grande perspectiva de melhora para esta temporada. Tudo depende do seu olhar. Eu acho que estamos mais para a segunda situação do que a primeira. Cordrea Tankersley não é um tipo de jogador diferente de Xavien Howard não adicionando assim um outro estilo de jogo. Focamos mais uma vez no CB alto e atlético, mas é o mais técnico e ágil? Não temos e seguimos sem ter.  

Entre os Safeties é inegável que Reshad Jones é disparado o melhor do time, mas sofreu com contusões e está ficando velho. Falta qualidade e juventude no setor, mas o time não escolheu um único Safety. E Nate Allen? Tem ele, é bom e tem qualidade, mas raramente Safeties rendem em alto nível no primeiro ano em outras equipes, porque precisam demais de entrosamento, que só vem com o tempo. Em todo caso foi uma ótima adição, mas muito pouco.

Análise Geral:

Melhoramos no que já éramos mais fortes e adicionamos alguns bons valores no outros dois, mas de um modo geral essa defesa não entra no patamar almejado, que é ser uma das 5 melhores da Liga. Precisamos de mais reforços no corpo de LB e na secundária. A boa notícia é que Harris tem demonstrado que Wake pode ficar tranquilo quando se aposentar...

domingo, 4 de junho de 2017

Rapidinhas: Pouncey na Pup List, Harris impressionando e Landry negociando

Mike Pouncey corre risco de começar a temporada na lista de machucados?
Calma. Esse é o termo que mais será usado quando o assunto for Mike Pouncey. Ele que perdeu 11 jogos em 2016, bem como outros 8 nos 2 anos anteriores, é o ponto de interrogação que não gostaríamos de ter. Mas como não depende de nossa vontade, a situação é ruim. Adam Gase está confiante em tê-lo desde o começo da temporada regular mesmo que para isso tenha deixá-lo de fora da Trainning Camp. Existe uma chance, nada desprezível, de que ele possa entrar a temporada machucado. O que seria uma pena, é claro.

Enquanto existem dúvidas quanto a Pouncey, parece que teremos mais certezas sobre Charles Harris, que se destacou bem nas OTA's. Embora seja tudo muito incipiente as comparações com Dion Jordan são inevitáveis. Enquanto que o escolhido de 2013 mostrava pouco entendimento do jogo, além de uma tremenda má vontade, Harris fez o que dele se esperava. arrancando elogios de todos, sobretudo os repórteres. De nada adianta os Coachs e membros da Diretoria esbanjarem confiança, eu só confio nos Insiders. Eles não trabalham para o time e, portanto, não precisam vender confiança onde ela não existe. Se as informações estiverem certas, Harris poderá ser o que precisamos: um playmaker.

Jarvis Landry e o Dolphins tem conversado sobre um extensão contratual. Ele, claro, está de olho em conseguir um contrato de All-Star, que é. A questão é: de quanto é este contrato? Com base no que pagamos para Kenny Stills, nosso terceiro WR, será muita grana. Uma coisa boa é que ele jamais pensou em ficar de fora das OTA's e perder qualquer treino da TC. O que é muito bom, mostra que ele está interessado em permanecer com o Miami por vários anos. A questão é se teremos Salary Cap para tanto...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Jay Ajayi aparece como número 69 da lista dos 100 melhores

"the train" está entre os 70 melhores...
Todo ano a NFL divulga uma lista com os 100 melhores jogadores da Liga. Via de Regra nosso time, quando muito tinha 2 ou 3. Desde 2011 que Cameron Wake é nome certo na lista, desde que chegou Ndamukong Suh também o é e vez por outra Mike Pouncey também aparece. Segundo alguns Ryan Tannehill faz parte desta turma ( eu claramente discordo ), mas Reshad Jones é um nome digno da lista, assim como Jarvis Landry. 

A surpresa até aqui é Jay Ajayi. Não pelo o que fez em 2016 com suas partidas seguidas acima das 200 jardas, mas a surpresa é a posição. Ele figurou - como mostra - entre os 70 melhores jogadores da Liga. Um feito e tanto, é claro. Ele merece? Claro que merece. E tem tudo para crescer ainda mais.

domingo, 14 de maio de 2017

Damien Williams assina a extensão contratual

Williams assina extensão com RFA
Damien Willians testou o mercado, mas não achou ninguém que topasse pagar por ele. Assim os direitos dele ficou exclusivo para nós e ai ou ele assinava por um ano ou entrava em greve buscando um contrato maior. Como as negociações não evoluíram ele assinou por 1,8 milhões.

Assim ele terá uma temporada para se provar e o time não enche o Cap com um contrato grande para um reserva. Ele tem sido o escape para Ajayi quando ele precisa descansar. Não é um jogador para ser Starter, mas que cumpre um bom papel como backup. 

Que tal darmos uma olhada na Classe do Draft de 2015?

Parker é quem tem rendido bem até aqui...
Falamos muito no Draft nestes últimos dias. Algo natural, temos novos rookies com os quais contamos para salvar a franquia. Claro e evidente que todos também sabemos que é errado apostar tudo em uma Classe, porque é um processo que envolve escolher bem durante um bom período. É assim que, talvez, uma franquia chegue ao paraíso. Talvez porque não é uma ciência exata, pois envolve desenvolvimento dos jogadores e controle absurdamente rigoroso do Salary Cap. Dar 120 milhões para um DT e outros 100 milhões para um QB meia boca não vai neste sentido, é preciso dizer. Se escolher e bem torrar bilhões sem critério você acabará perdendo bons jogadores ( Lamar Miller e Olivier Vernon por exemplo ) por falta de espaço. E ai...

Bom, de tempos em tempos é bom olhar para trás e ver como saiu-se determinada classe. De 2010 para baixo não temos mais nenhum atleta no elenco. De 2013 também não. De 2012 só Tannhehill. A de 2014 é uma das mais produtivas atualmente e a de 2016 ainda está tentando se provar. Sobra, portanto, a de 2015. E sobre ela que irei falar um pouco hoje.

A Classe foi essa:
  • 1º Round - DeVante Parker, WR - Louisville;
  • 2º Round - Jordan Phillips, DR - Oklahoma;
  • 4º Round - Jamil Douglas, OG - Arizona State;
  • 5º Round - Bobby McCain, CB - Memphins;
  • 5º Round - Jay Ajayi, RB - Boise State;
  • 5º Round - Cedric Thompson, S - Minnesota;
  • 5º Round - Tony Lippett, CB - Michigan State.
Antes uma explicação: o Miami trocara Darnell Ellerbe e sua escolha de 3º round por Kenny Stills, bem como as escolhas de 6º e 7º nas trocas de Mike Wallace ( para o Vikings ) e por um OT que catamos dos Ravens ainda na temporada anterior. Adiante...

A classe teve 7 jogadores. Vamos primeiro aos que não deram, nada, certo: Jamil Douglas e Cedric Thompson. O primeiro foi cortado no começo de 2016 sem deixar qualquer surpresa com isso. Ele assinou com o Patriots e está lá até hoje. Já Thompson foi cortado, ainda passou pelo Vikings e hoje está fora da NFL.

Temos 2 Starters na lista: Parker e Ajayi. O primeiro foi a aposta "segura" do time. escolhendo alguém com capacidade comprovada para ser Starter enquanto que Ajayi foi realmente uma aposta, nada segura segundo alguns. E ela se provou - até aqui - melhor que Parker, Ajayi já está na lista de grandes feitos da Liga e mesmo que nunca mais faça nada será lembrado positivamente por nós. Claro que por depender de um QB - e nós não temos um - atrapalha demais a vida de Parker, mas ele também não fez por merecer muito mais. Está se desenvolvendo e ao lado de Landry forma uma boa dupla, mas está atrás do produto de LSU quando era para ser o contrário. Ajayi tem tudo para superar a marca das 1,5 jardas com certa facilidade este ano. 

E temos os que são mais ou menos porque não viraram Starters e nem são nulidades. Jordan Phillips tem ajudado muito na rotação e agora deve virar titular, isso se não for engolido por Godchoux. McCain e Lippett tem sido usados na rotação e em alguns casos até como titulares, por conta de contusões. O time poderia ter conseguido mais nos anos seguintes, mas é isso que temos.

A Classe não é espetacular, algo raríssimo quando escolhemos em Draft, mas está longe de ser a pior. Bem longe por sinal...

sábado, 6 de maio de 2017

Isaac Asiata é o primeiro rookie que assina com o Dolphins

Asiata pondo o preto no branco...
Isaac Asiata foi o primeiro rookie a assinar o contrato com o Dolphins, como mostra a foto acima. Depois dele assinaram com Raekwon MacMillan, Isaiah Ford, Vicent Taylor e Cordrea Tankersley. Dos 7 escolhidos, faltam apenas mais dois: Charles Harris e Davon Godchaux.

O time também assinou contratos mínimos com os 14 UDFAs com quem fechamos acordos. Como informação complementar, os prováveis números que os rookies usarão na temporada:
  • Charles Harris, DE - 90;
  • Raekwon McMillan, ILB - 52;
  • Cordrea Tankersley, CB - 30;
  • Isaac Asiata, G - 68;
  • Davon Godchaux, DT - 56;
  • Vicent Taylor, DT - 53;
  • Isaiah Ford, WR - 15.
Assim como também existem números provisórios para os UDFAs:
  • Drew Morgan, WR - 81
  • Chase Allen, LB - 59
  • Matt Haack, P - 16
  • Larry Hope, CB - 33
  • Malcom Lewis, WR - 18
  • Cameron Malveaux, DE - 75
  • Praise Martin-Oguike, DE - 76
  • Torry Mctver, CB - 5
  • Francis Owusu, WR - 82
  • Joby Saint Fleur, DE - 61
  • De’Veon Smith, RB - 38
  • Eric Smith, OT - 71
  • Maurice Smith, S - 2
  • Damore’ea Stringfellow, WR - 84


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Miami aciona 5º ano do contrato de rookie de Ja'Wuan James

James ficará mais tempo em Miami...
Eu não escondo de ninguém que quando em 2014 o time escolheu Ja'Wuan James no primeiro round, com fartos talentos disponíveis em outras posições, eu fiquei puto. Era um jogador de segundo round - terceiro em algumas avaliações - sendo escolhido no primeiro dia. Ele até hoje não justificou a aposta, mas é preciso dizer que não tem comprometido. Em suma: ele faz aquilo que dele era esperado, desde que escolhido um round a mais. 

Como é comum nos contratos de jogadores que saem no primeiro round, os times assinam por 4 temporadas com opção de um ano adicional. O contrato de rookie foi no total de 8,4 milhões, mas pelas regras do CBA ele receberá 8,6 milhões neste ano extra. Sai mais barato do que uma Tag no ano que vem.

É o certo. Continuidade leva a aperfeiçoamento das unidades e iremos ter 4 jogadores na OL do ano passado, com apenas a saída de Albert. Assim James terá segurança em sua carreira e o time pode pensar em renovar seu contrato durante esta temporada, sem estar com a corda no pescoço.

Ainda falta ele render como primeiro round player, mas nesta eu concordo com o time. 

domingo, 30 de abril de 2017

Um Draft histórico? Bem provável... mas vamos com calma.

Adam Gase e Tannenbaum acertaram a mão? É o que parece...
Eu sempre tenho os dois pés atrás na hora de elogiar um Draft do Miami Dolphins. Tenho, fartos, motivos para isso. Foram tantos os péssimos recrutamentos que eu sempre procuro ser pragmático. Mas o deste ano, até mesmo para alguém calejado como eu, parece ter superado todas as expectativas. Escolhas boas, sem perder picks em trades horrorosas e cobrindo algumas das carências do time. Existem. como em todo draft, riscos como na escolha de Godchaux que é acusado de maus tratos domésticos, um DE que não faz nada contra as corridas, um CB alto e que comete muitas faltas... não é critica por critica e sim apontar as coisas óbvias. 

Quanto bom foi esse Draft? De 01 a 10 eu citaria que tivemos um recrutamento 8. Como assim? A análise tem que levar em conta outras coisas além dos jogadores escolhidos, tal como quantos deles serão Starters em um elenco carente de grandes jogadores? Dos 7 escolhidos possivelmente apenas 2 virem Starters desde o primeiro jogo, outros 3 devem aparecer pouco em campo e um ainda dependerá de desenvolvimento praticamente ideal para vingar na NFL. São bons talentos e isso eu não sou louco de negar. Isso é o fato.

Mas e se olharmos por outro lado: quem destes draftados tem cara de ser um All-Star? Quem deles você imagina sendo HOF no futuro? Isso não é colocar para baixo o draft bom que fizemos, com alguns analistas citando-o como um dos 3 melhores dentre as 32 franquias. Ele pode ter sido mesmo, mas quanto disso não é espanto comparando com os incontáveis desastres do passado? Dou um 8 porque o teto de crescimento para a Classe não é dos mais altos. Mas também teremos todos os 7 contribuindo muito com a equipe, seja na rotação ou como titular. 

Quem sabe daqui a 5 anos eu possa mudar a nota para 9. Lembrando que em 2013 eu adorei o Draft e hoje não tem um único jogador daquela turma no elenco. E que se note que 8 não é uma nota ruim, pelo contrário. Outro fato interessante é ver que Adam Gase e Mike Tannenbaum ( Chris Grier tem peso reduzido no Draft ) parecem ter acertado o ritmo. Ano passado o draft foi muito questionável, sobretudo pela trade desastrosa que não trouxe-nos nada de produtivo. Com aquelas picks e o ritmo desse ano teríamos conseguido grandes jogadores, não acham?

Para ajudar a leitura, trago o perfil de todos os draftados:

Perfil: Isaiah Ford, WR - Virgina Tech

Ford é um bom WR, ainda mais para um sétimo round...

Dando uma olha em nosso corpo de WRs, é praticamente impossível não bater no peito e dizer que estamos bem servidos. Quantos times podem contar com jogadores como DeVante Parker, Jarvis Landry e Kenny Stills? Poucos, é claro. Por isso pegar um recebedor no fim de feira pode não fazer tanto sentido numa primeira olhada, mas não é bem assim. Ataques precisam de opções e ter um recebedor que complemente os outros é importante. É o caso com Ford? 

VISÃO GERAL

Virginia Tech assinou o nativo de Jacksonville e colocou-o imediatamente para jogar. Ford ganhou menção honrosa All-ACC como Junior, liderando a equipe em recepções (56), jardas (709) e touchdowns (seis). Seu segundo ano foi ainda melhor, com números de destaque dentro da Conferência nas principais categorias ( 75 recepções, 1.164 jardas e 11 TDs ). A produção foi mantida em 2016 temporada, quando ele foi eleito para a segunda equipe All-ACC, com 79 recepções, 1.094 jardas e 7 TDs.

ANÁLISE

  • Pontos Positivos - Excelente atleta com boa altura. Boa aceleração em suas recepções e pode criar janelas extras, além de cruzar bem rotas. Varia a velocidade da rota para disfarçar suas intenções. Acompanha a bola profunda e tem capacidade finalizar a recepção. Consegue adequar a rota quando o passe vem atrás;
  • Pontos Fracos - Precisa de peso para atuar na NFL, correndo assim risco de ficar menos veloz. Não terá muitos snaps no seu primeiro ano conosco, exceto em lances específicos. Precisa proteger os lances do zagueiro. Não tem grande uso das mãos e falta-lhe velocidade pós catch. Seus instintos são apenas medianos;
  • Comparável na NFL - Justin Hunter;
  • Resumo - Alto, mas fino, Ford usa sua altura para se sobressair mas na NFL os CBs são maiores e melhores do que os que ele enfrentou em sua carreira. Ele também precisa provar que pode ser eficaz quando enfrentar a cobertura da zona. Ele tem a altura e velocidade para ser uma ameaça de bola profunda no esquema certo, mas seu piso de crescimento é limitado;
  • Nota - Fim de feira é complicado conseguir talentos e nós conseguimos, descendo no round e ainda ganhando uma pick para 2018. Ele é alto, veloz e com qualidade. Faltam-lhe instintos e melhores mãos, além de ganhar massa corporal, mas sem perder agilidade e velocidade. Dado o round e de que não era uma necessidade, mas um WR com talento a escolha só pode ser classificada como A.

Perfil: Vicent Taylor, DT - Oklahoma State



Escolher outro DT pode, num primeiro momento, não fazer muito sentido mas existe uma ideia por trás do que fizemos ontem, depois de escolher Davon Godchaux e no sexto round draftar Vicent Taylor, de Oklahoma State. Temos 2 jogadores Starters na posição e termos 2 jogadores jovens traz uma possibilidade realizar rotações com qualidade. Claro que eu queria um Safety e talvez até mesmo um RB, mas como existe um plano por trás, aguardemos.

VISÃO GERAL

Em 2014, Taylor jogou em 10 jogos, conseguindo 13 tackles, um deles para perda. No ano seguinte, Taylor conseguiu ser eleito para a segunda equipe da All-Big 12, com 48 tackles, 8.5 para perda e 5 sacks. Em 2017 ele se tornou o pilar da defesa, acumulando 51 tackles, 13 TFL e 7,0 sacks. Ele também conseguiu bloquear quatro chutes, um feito e tanto. 

ANÁLISE
  • Ponto Positivo - Capaz de ganhar uma batalha além da Linha. Possui a força adequada para a posição. Tem braços longos e bom uso das mãos. Tem movimento adequado e ele realiza a perseguição. Procura e identifica buracos na OL e os usa para obter sacks;
  • Pontos Negativos - Falta-lhe flexibilidade e ele possui um elevado centro de gravidade, o que pode ser um problema em alto nível. Incapaz de ganhar terreno com movimento lateral, diminuindo sua eficácia como passa-rusher;
  • Resumo - A mistura de velocidade e força farão dele um bom jogador na NFL, Depois de uma sólida carreira em Oklahoma State, ele é considerado como um jogador que ajudará na rotação e não deve conseguir ser Starter na nossa DL. Alguns analistas cotavam ele como uma escolha de terceiro round, mas ele caiu ficando para nossa escolha.
  • Nota: Um achado? Talvez. Como eu disse lá em cima, em primeira análise não parece ter sentido em draftar dois DTs quando você tem Ndamukong Suh no elenco. Mas é justamente para que a estrela possa render ainda mais que necessitamos de jogadores com Taylor. Dado que ele caiu no draft e é um bom prospecto, mesmo sem ser uma necessidade latente, eu classifica a escolha como B+.